quarta-feira, 24 de março de 2010

Por que o Justo Sofre?


No âmago da mensagem do livro de Jó, acha-se a sabedoria que responde à questão a respeito de
como Deus se envolve no problema do sofrimento humano. Em cada geração, surgem protestos, dizendo: “SeDeus é bom, não deveria haver dor, sofrimento e morte neste mundo”. Com este protesto contra as coisas ruins que acontecem a pessoas boas, tem havido tentativas de criar um
meio de calcular o sofrimento, pelo qual se pressupõe que o limite da aflição de uma pessoa é diretamente proporcional ao grau de culpa que ela possui ou pecados que comete.
No livro de Jó, o personagem é descrito como um homem justo; de fato, o mais justo que havia em toda a terra. Mas Satanás afirma que esse homem é justo somente porque recebe bênçãos de Deus. Deus o cercou e o abençoou acima de todos os mortais; e, como resultado disso, Satanás acusa Jó de servir a Deus somente por causa da generosa compensação que recebe de seu Criador. Da parte do Maligno, surge o desafio para que Deus remova a proteção e veja que Jó começará a amaldiçoá-Lo. À medida que a história se desenrola, os sofrimentos de Jó aumentam rapidamente, de mal a pior. Seus sofrimentos se tornam tão intensos, que ele se vê assentado em cinzas, amaldiçoando o dia de seu nascimento e clamando com dores incessantes. O seu sofrimento é tão profundo, que até sua esposa o aconselha a amaldiçoar a Deus, para que morresse e ficasse livre de sua agonia. Na continuação da história, desdobram-se os conselhos que os amigos de Jó lhe deram — Elifaz, Bildade e Zofar. O testemunho deles mostra quão vazia e superficial era a sua lealdade a Jó e quão presunçosos eles eram em presumir que o sofrimento.
indescritível de Jó tinha de fundamentar-se numa degeneração radical do seu caráter.
Eliú fez discursos que traziam consigo alguns elementos da sabedoria bíblica. Todavia, a sabedoria final encontrada neste livro não provém dos amigos de Jó, nem de Eliú, e sim do próprio Deus. Quando Jó exige uma resposta de Deus, Este lhe responde com esta repreensão: “Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento? Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu te perguntarei, e tu me farás saber” (Jó 38.2, 3). O que resulta desta repreensão é o mais vigoroso questionamento já feito pelo Criador a um ser humano. A princípio, pode parecer que Deus estava pressionando Jó, visto que Ele diz: “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?” (v. 4) Deus levanta uma pergunta após outra e, com suas perguntas, reitera a inferioridade e subordinação de Jó. Deus continua a fazer perguntas a respeito da habilidade de Jó em fazer coisas que lhe eram impossíveis, mas que Ele podia fazer.
Por último, Jó confessa que isso era maravilhoso demais. Ele disse: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (42.5-6).
Neste drama, é digno observar que Deus não fala diretamente a Jó. Ele não diz: “Jó, a razão por que você está sofrendo é esta ou aquela”. Pelo contrário, no mistério deste profundo sofrimento, Deus responde a Jó revelando-se a Si mesmo. Esta é a sabedoria que responde à questão do sofrimento — a resposta não é por que tenho de sofrer deste modo particular, nesta época e circunstância específicas, e sim em que repousa a minha esperança em meio ao sofrimento.
A resposta a essa questão provém claramente da sabedoria do livro de Jó: o temor do Senhor, o respeito e a reverência diante de Deus, é o princípio da sabedoria. Quando estamos desnorteados e confusos por coisas que não entendemos neste mundo, não devemos buscar respostas específicas para questões específicas, e sim buscar conhecer a Deus em sua santidade, em sua justiça e em sua misericórdia. Esta é a sabedoria de Deus que se acha no livro de Jó.
R.C. Sproul

quarta-feira, 10 de março de 2010

sábado, 6 de março de 2010

JEJUM, UMA PRÁTICA A SER RESGATADA


O jejum é bíblico. Está presente tanto no Antigo como no Novo Testamento. Os profetas, os apóstolos, o próprio Jesus, bem como muitos servos de Deus do passado como Agostinho, Lutero, Calvino, John Knox, John Wesley, Dwight Moody e outros mais através da história praticaram o jejum. Ainda hoje, o jejum é uma prática devocional importante que não pode ser esquecida pela igreja.John Piper definiu jejum como fome de Deus e não apenas pelas bênçãos de Deus. O jejum cristão nasce exatamente da saudade de Deus. O jejum é um teste para conhecermos qual é o desejo que nos controla. Mais do que qualquer outra disciplina, o jejum revela as coisas que nos controlam. Firmado nessa compreensão Martyn Lloyd-Jones diz que o jejum não pode ser entendido apenas como uma abstinência de alimentos, mas deve também incluir abstinência de qualquer coisa que é legítima em si mesma por amor de algum propósito espiritual.Na verdade, devemos comer e jejuar para a glória de Deus (1Co 10.31). Quando nós comemos, saboreamos o emblema do nosso alimento celestial, o Pão da Vida. E quando jejuamos, dizemos, “eu amo a realidade acima do emblema”. O alimento é bom, mas Deus é melhor (Mt 4.4). Na verdade quanto mais profundamente andamos com Cristo, mais famintos nós nos tornamos dele, mais saudade temos dele, mais desejamos da plenitude de Deus em nossa vida.Nós vivemos numa geração cujo deus é o estômago (Fp 3.19). Muitas pessoas deleitam-se apenas nas bênçãos de Deus e não no Deus das bênçãos. Quem jejua tem mais pressa de desfrutar da intimidade com Deus do que alimentar-se. Quem jejua tem mais fome do Pão do Céu do que do pão da terra. Quem jejua tem mais saudade do Pai do que das suas bênçãos. Quem jejua está mais confiado no poder que vem do céu do que nos recursos que procedem da terra.O propósito do jejum não é obter o favor de Deus ou mudar sua vontade (Is 58.1-12). Também não é para impressionar os outros com uma espiritualidade farisaica (Mc 6.16-18). Nem é proclamar a nossa espiritualidade diante dos homens. O jejum deve ser uma demonstração do nosso amor a Deus. Jejuar para ser admirado pelos homens é uma motivação errada. Jejum é fome de Deus e não de aplausos humanos (Lc 18.12). O jejum é para nos humilharmos diante de Deus (Dn 10-12), para suplicarmos sua ajuda (2Cr 20.3; Et 4.16) e para nos retornarmos para ele de todo o nosso coração (Jl 2.12,13). O jejum para reconhecermos nossa total dependência da proteção divina (Ed 8.21-23). O jejum é um instrumento para fortalecer-nos com o poder divino em face dos ataques do inferno (Mc 9.28,29).Deus tem realizado grandes intervenções na história através da oração e do jejum do seu povo. Quando deu a lei para o seu povo, Moisés dedicou quarenta dias à oração e ao jejum no Monte Sinai. Deus libertou Josafá das mãos dos seus inimigos quando ele e seu povo se humilharam em oração e jejum (2Cr 20.3,4,14,15,20,21).Deus libertou o seu povo da morte através da oração e jejum da rainha Ester e do povo judeu (Et 4.16). Deus usou Neemias para restaurar Jerusalém quando este orou e jejuou (Ne 1.4). Deus usou Paulo e Barnabé para plantar igrejas no Império Romano quando eles devotaram-se à oração e ao jejum (At 13.1-4). Os grandes reavivamentos na história da igreja foram respostas de oração e jejum. As campanhas evangelísticas com resultados mais promissores são regadas pela oração da igreja e o jejum dos fiéis. Aqueles que mais conhecem a intimidade de Deus e mais se deleitam nele são aqueles que praticam o jejum com certa regularidade.Hoje temos muitos motivos que deveriam nos levar a jejuar. Precisamos urgentemente da intervenção de Deus em nossa vida, em nossa família, em nossa igreja, em nosso país. Que Deus nos desperte para orar e jejuar!Que Deus nos leve a uma vida de quebrantamento e santidade! Que Deus sacie a nossa alma nos ricos banquetes da sua graça!


terça-feira, 2 de março de 2010

4T3NÇ40

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O!NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO?POD3 F1C4R B3M ORGULHO5OD155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Amar a Deus é...


"Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo"(Lucas 10.27)



Amar a Deus – é viver para Ele e com Ele.
É pensar nEle a todo instante...
É procurar conhecê-Lo...
É mergulhar no mistério da sua presença...
É ter os olhos brilhando quando seu grandioso Nome é sussurrado...
Amar a Deus – é se entregar...
É não ter o coração dividido...
É cantar com emoção... é cultuar com racionalidade...
É se envolver... é estar cativo por vontade...
Amar a Deus é missão... é felicidade... é avivamento... é quebrantamento.
É não ter idade... é não ter pobreza... é não ter riqueza...
É doar o coração... é doar a alma... é doar o tempo...
É doar tudo mesmo não tendo nada...
Amor é fogo... amor é água... amor é ter fome... é ter pão...
É viver na terra e não tirar o coração do céu...
Amar a Deus é pensar nele a todo instante...
É pegar a cruz e segui-Lo...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

E-mail para um Filho Prodigo



"E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou".(Lc.15.20)


Recentemente recebi um e-mail de um jovem que fazia o seguinte pedido: Quero pedir oração aos irmãos para que Deus me aceite de novo em sua CASA. Você pode estar perguntando: Como esse e-mail chegou até ele? Na realidade, recebo e-mails que são reenviados do site da IPB, de pessoas que se cadastraram para pedirem orações em favor de suas vidas. Já recebi vários. Mas fiquei tão impressionado com esse que lhe escrevi as seguintes palavras como segue abaixo.


Sim, estaremos orando por você. A Igreja de Cristo estar aberta para você e tantos quantos quiserem retornar para a CASA DO PAI. Lembra o que nos ensinou Jesus sobre o amor incondicional do PAI ao filho prodigo? O evangelho é as boas novas daquele que nos dá uma segunda chance. Muitas pessoas na Biblia receberam uma segunda chance, inclusive o filho prodigo. "Depois" de tantos erros, sofrimento, solidão e fome. Ele lembrou de como era a vida na CASA DO PAI. Mas ele não somente lembrou, a Biblia diz - que ele caiu em si. As lembranças foram tão profundas que ele viu o seu estado e quis mudança. O que será que ele lembrou? SERÁ QUE FOI A CASA, A CAMA, A COMIDA, A ALEGRIA, AS CANÇÕES?

Creio que a causa do seu retorno foi querer viver eternamente perto do PAI, ao ausentar ele viu e sentiu o VAZIO do que é estar longe do PAI, viveu de fato um inferno existencial. Ele voltou, porque entendeu a seguinte lição: o que o fazia feliz não era as dadivas que vinham das mãos do PAI, mas o PAI. Como tem uma canção muito bonita que diz: "do que adianta ter as riquezas desse mundo ou ser honrado por todos, se eu não estiver perto de Ti". Caro amigo, a Igreja de Cristo estar aberta para você. E o primeiro passo para o retorno pode ser dado ae mesmo onde você estar. Esse passo se chama - arrependimento. Tem uma frase de Aristotelis que diz: Quando olhamos para o passado, olhamos para o chão. Mas quando olhamos para o futuro, vemos o céu.

O PAI está te esperando e haverá festa nos céus pelo seu retorno!

"...há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende"(Lc.15.10)

Pegue a sua Biblia e leia Lucas 15.11-32.

Em Cristo, Pastor Calmito Marcio

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A Feiura da Beleza


Durante um almoço com o pessoal do meu serviço a conversa na mesa foi direcionada àquilo que está na cabeça da maioria do povo brasileiro nessa época: o Carnaval. Diversas pessoas contaram histórias de suas visitas a ensaios de blocos carnavalescos, declararam seu amor por uma escola de samba específica e contaram vantagem de quanto haviam bebido nesses eventos.
Eu já havia dado graças a Deus que ninguém havia entrado em detalhes mais específicos de suas peripécias imorais e que a discussão estava acabando, quando a mesa parou a conversa e olhou pra mim. Todos presentes sabiam de minha fé, já havia conversado explicitamente com a maioria sobre o evangelho e vi que eles notaram minha ausência na conversa.
(ELES) – “E você Daniel, nunca participou do Carnaval?”
(EU) – “Não.”
(ELES) – “Você já assistiu a algum desfile de Carnaval?’(EU) – “Não.”
(ELES) – “Poxa cara, a gente entende seu lado sobre sexo, a farra toda, a bebedeira, mas essas coisas não fazem parte do desfile. O desfile é BONITO. A BELEZA de um bloco é algo inquestionável! Não é?”(EU) – “Gente, é aí que vocês se enganam…”
A “beleza” do Carnaval é deturpada. O exemplo mais claro disso são os corpos femininos expostos (basta ver 3 segundos de comercial na televisão pra saber). A beleza feminina foi feita para ser usufruida dentro de um contexto específico, o casamento. Para ser apreciada pelo marido. Infelizmente, no carnaval, os corpos são expostos para TODOS verem, sem pudor. Sendo assim, a beleza feminina é a beleza deturpada mais óbvia presente no carnaval.
Segundo, todo bloco tem seu samba, seu enredo e através disso passa uma mensagem. Só que na maioria das vezes a mensagem é contraditória com aquilo que é pregado na Bíblia. Dificilmente se encontra algum tema bom entre as escolas de samba e a oportunidade de impactar milhares e milhares de pessoas positivamente é desperdiçada. Um de meus colegas argumentou dizendo que algumas escolas falam de ecologia, sobre a preservação da natureza, pois é criação de Deus, e o homem não tem direito de destruir a natureza, etc…
Agora reflitamos um pouco nisso. Se olharmos a cena com cuidado, veremos que a contradição é gritante! Imagine só, um monte de gente dançando e pulando, gritando, proclamando que devemos preservar a mata, os rios, os animais, pois a NATUREZA é criação de Deus! (okay, beleza, até aí aceito a mensagem). Só que, logo depois da transmissão dessa linda mensagem, os integrantes e os que assistiam participam e organizam os bacanais, a bebedeira desenfreada e uma miscelânia de outras atividades prejudiciais a sua saúde. Ou seja, o corpo deles, que é NATUREZA, que também é criação de Deus, é destruido por eles próprios (hipocrisia pura) sem ao menos pensarem duas vezes.
Não há nada de positivo no Carnaval. Não há nada de verdadeiramente belo no Carnaval. A única coisa pra qual o Carnaval pode ser útil é como expositor da Depravação Total do homem. Morno é o crente que assiste tudo isso e não enxerga como o mundo necessita de Cristo.
E é por isso que, para mim, criado e crendo na Palavra de Deus e suas verdades, só enxergo a feiura da beleza do Carnaval brasileiro.
Texto de Daniel Portela